Em terras do Nordeste do Brasil, um projeto de energia denominado Serra da Babilônia “iniciou oficialmente suas operações” em dezembro. Sendo o primeiro projeto híbrido eólico-solar no Brasil da empresa norueguesa de energia Equinor, serve como um “exemplo modelo” para o desenvolvimento de energia limpa na região. Alguns amigos podem se perguntar: o que exatamente é a energia híbrida eólica, solar e de armazenamento? E o que esse projeto – que compreende 1,1 GW de capacidade fotovoltaica (PV) e um sistema de armazenamento de energia de 100 MW/200 MWh – pode trazer para o Brasil? Hoje, explicaremos os meandros deste novo projeto energético nos termos mais simples.
Primeiro, vamos dar uma olhada na “configuração básica” do projeto. Simplificando, é como uma “combinação de energia limpa”, composta por três componentes principais: uma usina fotovoltaica de alta potência, um parque eólico e um sistema de armazenamento de energia de grande capacidade. A capacidade fotovoltaica de 1,1 GW não é um número pequeno – é equivalente a 1,1 milhão de painéis fotovoltaicos domésticos comuns funcionando simultaneamente, o que pode capturar totalmente a luz solar abundante no Nordeste do Brasil. O sistema de armazenamento de energia de 100 MW/200 MWh atua como um gigante “banco de energia”, especificamente responsável por armazenar o excesso de energia elétrica para evitar desperdício. Notavelmente, a Equinor integrou uma usina de energia solar recém-construída com o Parque Eólico local existente da Serra da Babilônia para este projeto. Este modelo de “combinação de instalações novas e existentes” economizou silenciosamente uma grande quantidade de custos de construção.
A seguir, vamos nos concentrar no tópico mais preocupante: “energia híbrida eólica-solar-armazenamento”. Na verdade, este conceito não é nada complicado – podemos considerá-lo uma “equipa de retransmissão de energia”. A energia solar tem um pouco de temperamento: só gera energia quando o sol brilha durante o dia, e “desliga” à noite ou em dias de chuva. A energia eólica, por outro lado, é exatamente o oposto – muitas vezes tem melhor desempenho à noite, em dias chuvosos ou no inverno, e pode “afrouxar” durante o dia. Isto leva a uma produção de energia instável e flutuante a partir de uma única geração de energia solar ou eólica.
O projeto Serra da Babilônia resolve perfeitamente esse problema ao fazer com que as energias solar e eólica “se revezem no serviço”: durante o dia, quando a luz solar é abundante, a usina fotovoltaica é a principal fonte de geração de energia para atender a demanda diurna de eletricidade; à noite, o parque eólico assume o controle para continuar fornecendo energia. Em caso de condições climáticas especiais - como dias nublados repentinos com pouco vento durante o dia - o gigante "banco de energia" mencionado anteriormente entrará em cena, liberando a energia elétrica armazenada para garantir um fornecimento de energia ininterrupto. Este modelo de “complementaridade eólica-solar + reserva de armazenamento de energia” é como um “seguro duplo” para energia limpa, permitindo-lhe fornecer energia estável e contínua às pessoas, eliminando a preocupação de “depender do clima” para obter eletricidade.
O comissionamento deste projeto é uma excelente notícia para o desenvolvimento de novas energias no Nordeste do Brasil. Vale ressaltar que o Nordeste do Brasil é há muito tempo a região com o crescimento mais rápido em nova capacidade instalada de energia no país. Gozando de abundante luz solar e recursos eólicos, é simplesmente uma “terra preciosa” para o desenvolvimento de energias renováveis. O lançamento bem-sucedido do projeto Serra da Babilônia não só trará uma grande quantidade de energia limpa e estável para a região, mas também proporcionará experiência replicável para outros projetos semelhantes.
Em termos de benefícios práticos, apenas a usina solar do projeto pode gerar eletricidade suficiente para atender às necessidades de aproximadamente 143 mil domicílios brasileiros anualmente. Isto significa uma redução significativa na utilização de combustíveis fósseis e menores emissões de carbono, o que é de grande benefício para a protecção ambiental. Entretanto, o projecto partilha infra-estruturas como linhas de transmissão e centros de operação e manutenção com o parque eólico existente, reduzindo significativamente os custos de construção e operação. Esta abordagem de “partilha de recursos” também pode ajudar mais novos projectos energéticos a alcançar um desenvolvimento eficiente.
Para a Equinor, este projeto também é um passo fundamental na sua inserção no mercado sul-americano de energias renováveis. Com o comissionamento do projeto, a capacidade instalada total de energia renovável da Equinor no Brasil aumentou para aproximadamente 600 megawatts, consolidando ainda mais sua posição no mercado local. Para o Brasil como um todo, quanto mais projetos híbridos de armazenamento eólico-solar existirem, mais eles promoverão a transformação da estrutura energética e realizarão um desenvolvimento energético mais sustentável.
Na verdade, por trás do projeto Serra da Babilônia está a tendência global de transição energética. Cada vez mais países estão a aperceber-se de que a produção única de energia limpa não pode satisfazer a procura de um fornecimento de energia estável, e o modelo híbrido de armazenamento eólico-solar é uma solução eficaz para este problema. Pode não só maximizar a utilização de recursos energéticos renováveis, mas também melhorar a estabilidade da rede eléctrica, tornando a energia limpa verdadeiramente a “força principal” nas nossas vidas.
Acredita-se que no futuro surgirão mais novos projetos energéticos como o Serra da Babilônia. Usarão a força tecnológica para converter a luz solar e o vento em energia eléctrica estável, injectando um fluxo constante de energia no desenvolvimento verde da Terra.